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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Curso de Ski

                         

   Esse curso de ski foi o maior enrosco de todos. Eu estava esperando por ele desde o final de novembro, mas acabei tendo um pequeno probleminha com meu pulso no início de dezembro, e após mais de 1 mês ainda doía e o diagnóstico era tendinite, com muita dor no coração acabei desistindo de fazer o curso, pelo fato de acabar forçando meu pulso e a dor piorar. Faltando apenas 3 dias para o curso, depois de conversar com a gast decidi fazer. Ela disse que no curso de iniciantes, o bastão não é usado, e então eu só forçaria o pulso se eu caísse, mas aí eu disse que daria um jeito de não me apoiar na mão direita e então ela falou pra eu ir, que seria muito chato se eu não pudesse ir, e que se depois do curso piorasse, eu simplesmente ficava de repouso. Me digam se ela não é incrível?!?! *----*
   Tive que pegar a bike da Natalie porque a minha estava sem luz, e tanto na hora de ir quanto na hora de voltar estaria escuro. Saí de casa "atrasada", mas em 5 minutos eu já estava na VHS, o ponto de encontro, e esperei 5 minutos até o bus chegar pontualmente as 7:20hs.
   O curso foi em Feldberg, a montanha mais alta de Schwarzwald (Floresta Negra) com 1500 metros, o que foi uma sorte, porque passamos o inverno sem neve, até mesmo nas montanhas, mas por ela ser a mais alta tinha de monte, e ainda estava fofa. O percurso até lá teve pouco mais de 1 hora de duração, e pra variar, quando entrei no ônibus coloquei o fone e dormi :)


   Ao chegarmos fomos encaminhados para o local em que alugaríamos o equipamento necessário. Primeiro entrei na fila pra falar com uma mulher, falei o que eu precisava, paguei, e ela me deu 4 fichas correspondentes ao material que eu iria alugar. Depois disso entrei na fila pra pegar os sapatos, peguei também o capacete, e então fui pra sala ao lado, onde me entregaram os skis e o óculos.
   Deixei minha mochila e minhas botas em uma caixa que ficava no restaurante, terminei de me arrumar e fui para a frente da escola, que era onde o povo estava se reunindo. Pouco antes das 10:30hs os professores apareceram, se apresentaram: Hanna e Frank, e então os seguimos. Eita coisinha complicada andar com aquelas botas! Elas passam da altura dos tornozelos e obviamente não me deixam dobrá-los, mas depois acabei me acostumando um pouco.
fichas pra tocar pelo equipamento
   Quando o curso começou, fomos todos para uma parte plana que ficava entre o elevador e uma descida. Antes de tudo, tivemos que nos apresentar e memorizar os nomes dos coleguinhas... rs. Fizemos um pequeno aquecimento em roda, com alongamentos, polichinelos que foi super simples, etc. O primeiro exercício foi colocar apenas um dos skis e treinar a andar/deslizar, andamos em círculos um atrás do outro, e após algumas repetições fizemos o mesmo com o outro pé.
   Fizemos diversos exercícios diferentes, tanto no plano, quanto numa pequena subida que tinha do lado. Depois da pausa de 2 horas pro almoço voltamos para os exercícios, que eram descer e ao mesmo tempo desviar dos obstáculos, fazendo pequenas curvas. No final do dia eu estava morta, mas feliz por ter caído apenas 3 vezes! :)

  Na hora de ir embora, as pessoas do ônibus que voltaria no dia seguinte levou o equipamento junto e deixou no bagageiro do ônibus para que as coisas fossem mais rápidas no segundo dia de curso.
   Quando desci do ônibus ainda tive que cheia de dores voltar pedalando pra casa, e mesmo sendo apenas 5 minutos pareceu uma eternidade hehe. Cheguei e fui direto pro banho, foi então que eu descobri uma bolha gigante que por estar muito apertado o sapato tinha deixado na minha perna. A família me esperou pro jantar, e durante a refeição recebi o convite pra ir esquiar com o Arne e as meninas na semana seguinte, e eu obviamente topei! :) 
   No domingo o esquema de horário foi o mesmo, e mais uma vez fui pedalando até o VHS. Como dessa vez não tivemos que pegar os equipamentos, ainda tínhamos 2 horas até começar a aula.
   Durante a noite tinha nevado bastante, dava pra perceber só de olhar para os carros. O dia estava feio e ainda estava caindo uma neve fraca, por conta disso estava um pouco mais frio do que no dia anterior. Me enfiei em um restaurante e tomei um café da manhã decente, chocolate quente e bretzel. Quando terminei de comer fiquei fazendo hora, pois ainda teria que esperar algum tempo.
   No primeiro horário da aula continuamos treinando a descida, ficando cada vez mais inclinada. Eu conseguia fazer os exercícios, mas não conseguia frear enquanto descia, tínhamos que ir devagar e ter controle dos pés, mas eu ia rápido demais, e por conta disso tomei muitos alguns tombos. Pouco antes do horário de almoço nos ensinaram como devemos fazer na hora de pegar o elevador pra subir a montanha, porque era o que faríamos no segundo horário #tenso. Quando acabou a aula, a professora foi comigo comprar o cartão que usaríamos, pois eu era a única que ainda não tinha.
   Aproveitei o almoço pra comer o hambúrguer com batata frita que eu tinha ficado com vontade no dia anterior, mas acho que não foi uma boa ideia, porque era grande, não consegui comer toda a batata frita, e ainda ia fazer exercício pouco depois, mas enfim...
   Nos encontramos na frente da escola e seguimos juntos para o elevador. Entramos primeiro na fila do elevador da menor parada, que também era o que as pessoas subiam sozinhas. Eu fui a primeira, tanto a subir quanto a cair rsrs dica importante: não se deve sentar e sim apenas se apoiar, pois o elevador só irá te empurrar pra cima, se você se sentar, ele não aguenta o peso e você acaba sentando na neve rs. Pra subir é necessário que os pés estejam paralelos para que possam deslizar durante a subida.

hora do elevador
   Fomos duas vezes na primeira parada e duas vezes na última. Na hora de descer deu tudo certo, na maior parte do tempo seguíamos em fila, a Hanna ia na frente, nós íamos atrás imitando os movimentos que ela fazia, e por último vinha o Frank. Outras vezes eles passavam um exercício, e descia uma pessoa de cada vez até o ponto determinado, e outras vezes éramos liberados para descermos sozinhos até certo ponto, meio que cada um por si.


   Eu amo tanto a neve que queria passar mais tempo no chão do que esquiando kkkkk na verdade eu mais me joguei do que caí, porque eu não estava conseguindo controlar a velocidade, então se eu não parava de um jeito eu parava de outro rsrs. Mas o que fechou o meu dia com chave de ouro, foi que na última vez que descemos (da parte mais alta), eu fiz o percurso todo e não caí nenhuma vez!! *----*


   Se no primeiro dia já cheguei morta em casa, depois do segundo dia nem se fala né?! Fiquei dolorida até o meio da semana, e a Natalie ria da minha pessoa quando eu passava mancando na frente dela, ou então me matava pra subir a escada... mas enfim rs, faz parte! Adorei a experiência! Esquiar é muito legal, e como faz eu já sei, agora eu só preciso treinar pra pegar a prática rsrs algo que será impossível de fazer quando voltar pra casa.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Stuttgart

   Sem dúvida alguma essa foi a viagem mais louca de todas até agora. Tudo começou começou com uma simples conversa no face com a Nicole onde nos perguntávamos mais uma vez o que faríamos no final de semana. Resolvemos então fazer um bate-volta até Stuttgart... confesso que essa não foi a melhor ideia que tivemos, mas no final nos divertimos e foi isso que valeu.
   Tivemos a brilhante ideia de comprar o ticket da noite de Baden-Württemberg pra duas pessoas, que sairia mais barato do que a passagem normal, e a gente passaria a noite no trem, economizaria com hotel e chegaria no sábado logo cedo lá.
   Nos preparamos para a noite fria e então pegamos o trem das 22:30hs... a noite seria looooonga! Primeira parada: Basel. Partimos para Offenburg e chegamos em aproximadamente 2 horas, foi aí que começou nosso problema: o tempo de espera pro próximo trem era de quase 4 horas, estava tarde, frio e chovendo, a estação era aberta, e só tínhamos um corredor que era coberto, o corredor que nos levava até as plataformas que mesmo assim não estava frio. Mas infelizmente não tínhamos nada pra fazer além de esperar hehe. Forramos o chão com uma jaqueta, nos sentamos em cima pra não ficar tão frio, nos encapotamos com tudo que tínhamos nas mochilas e tentamos dormir, mas o tempo não passava e o frio era grande, não conseguíamos dormir. Estava uns 5 graus, chovendo e com chuva. Tinham mais duas pessoas na mesma situação que a gente, só que a mulher que estava lá definitivamente não estava preparada para a noite, não estava agasalhada e estava com óculos de sol na cabeça, sendo que eram 2 da manhã e não tinha mais sol desde as 18hs.

   Quando faltava menos de 1 hora seguimos o exemplo da mulher e entramos no elevador que dava na nossa plataforma pra fugir um pouco do frio, fomos muito burras por não termos feito isso antes. Por acaso apertei o botão do elevador pra subir e vimos que o nosso trem já estava lá parado, mas não quero nem saber há quanto tempo ele já estava parado ali. Entramos rapidamente e nos acomodamos pra tentar dormir durante a viagem de aproximadamente 2 horas até Karlsruhe. Chegamos lá por volta das 6 da manhã e corremos pra comprar algo pra comer e finalmente pegar o trem até nosso destino final, mas acabamos tendo um pequeno problema... o trem que deveríamos pegar não funcionava de sábado! (????) Absurdo!! Já que o próprio site da Deutsche Bahn nos deu esse percurso! Tivemos então que esperar mais 1 hora e também comprar outro ticket, pois o de BW era válido apenas até as 7 da manhã.
   Chegamos finalmente em Stuttgart quase 10hs, pegamos um mapa da cidade, do metro, e então saímos pra explorar. Andamos até chegar até a Schlossplatz, o dia não estava muito bonito, mas pelo menos a chuva tinha dado uma trégua. Seguimos caminhando pela Königstrasse - que é uma rua apenas de pedestres - olhando as lojas e nos afastamos um pouco pra procurar uma igreja e uma praça, mas acabamos não encontrando nenhum dos dois, mas continuamos andando e o tempo foi voando.
   Almoçamos e seguimos para o museu da Mercedes Benz. Era bastante afastado de onde estávamos e então tivemos que pegar o S-Bahn e depois um ônibus, mas pelo menos já descemos praticamente na porta do museu. Ao redor ainda tinha um estádio da Mercedes e um da Porsche.


   Fomos logo pra bilheteria pois estava chegando mais e mais gente. A entrada é 8€, mas com a carteirinha de estudante paguei metade, e a Nicole dizendo ser au pair e apresentando o visto também pagou meia. Pegamos o elevador, fomos até o último andar e então fomos descendo. A ideia era fazer o mais rápido possível para conseguirmos pegar o trem da volta as 18 e pouco. Acho que eram 8 andares, então não foi possível fazer tão rápido. As coisas que não eram muito do nosso interesse simplesmente passávamos reto, e o que era legal a gente parava pra ver com atenção e tirar fotos.
   Os carros antigos eram bastante bonitos, e também tem uns novos que são incríveis! Tinha uma sessão muito legal com carros de polícia, bombeiro, ambulância, etc, tudo da Mercedes!
   Nossa visita deve ter durado quase 3 horas, e para torná-la ainda mais rápida, descobrimos no final do museu uma oficina pra construir um carrinho e obviamente nós paramos e "perdemos" aproximadamente mais 1 hora e ainda encontramos um grupo de brasileiros.
   Quando finalmente saímos do museu, fomos para o ponto de ônibus e descemos na primeira estação que encontramos, e antes de pegar o trem, entramos em uma lojinha pra comprar postal. Ao chegarmos na estação principal de Stuttgart, ainda faltava um certo tempo até o nosso trem sair, então paramos pra comer alguma coisa e depois ficamos sentadas enquanto meu celular carregava na tomada que achamos. 
   A volta foi mil vezes melhor do que a ida, demoramos apenas 4 horas, mas como estávamos cansadas o tempo não passava... Chegamos em Rheinfelden exatamente 24 horas depois de termos saído, e ainda fomos andando até a casa da Nicole (pelo menos era mais perto do que a minha). Tomamos banho, comemos algo e fomos dormir, acordamos domingo quase 14hs e ainda fomos fazer caminhada na floresta :) hehehe 
   

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Final de semana com os Gasts

   Diferentemente do que algumas au pairs costumam dizer, não é tão ruim passar o final de semana com os gasts. Obviamente em alguns momentos é entediante, como quando eles não programam nada ou então fazem um churrasco em um domingo de chuva com um monte de amigos que você nunca viu e a melhor coisa que você tem a fazer enquanto não estiver comendo é ficar no seu quarto, mesmo que não tenha nada pra fazer.
   Convenhamos que quando estamos ganz allein no silêncio de nosso tão amado quarto, ohne Kinder pulando na nossa cama ou então fazendo algazarra, SEMPRE encontramos algo pra fazer. No meu caso, nesses momentos fico no face, falo com amigos/família, tenho conversas pelo skype, escuto música, procuro sites com produtos em promoção, coisas pra fazer e novos destinos de viagem... e praticamente tudo ao mesmo tempo!
   Mas também pode ser bastante proveitoso! Fomos em um final de semana em Bergsee, muito lindo. Um lago na montanha, uma boa caminhada até lá com direito a alimentar diversos animais no caminho, e quando chegamos lá andamos até de pedalinho.
No sábado retrasado fui com o gast e a pequena na Decathlon da França, em 25 minutos já estávamos em outro país e em mais 10 chegamos lá. Loja gigante e barata! 

Schluchsee
E nesse último domingo fomos em Schwartzwald (Floresta Negra, algo que eu queria fazer e pude riscar da minha lista. Lindo demais lá! Logo que chegamos caiu o mundo, mas então almoçamos mais cedo já que não dava pra fazer outra coisa, e quando terminamos de comer a chuva já tinha passado e pudemos então explorar o lugar, depois paramos em um museu e por último fomos até Schluchsee e "entramos" no lago.

Schwartzwald
   Cheguei bem cansada em casa, o final de semana foi agitado demais, maaaas, quando eu ia dormir a minha mãe me chamou no skype e então acabei perdendo o sono...
   Fico por aqui dizendo que não é nada mal ficar em casa, mas a minha ideia é sair de casa pelo menos aos sábados. A gast já falou pra eu fazer uma lista dos lugares que eu quero ir aqui pra ela me dizer onde que eu realmente tenho que ir e onde eu não preciso "perder meu tempo".